lunes, 26 de enero de 2026

PORTUGAL - IMAGENES Y RESULTADOS DESDE EL SLOT CLUBE OPORTO - GRUPO C PAREJAS



 Crónica do Campeonato Grupo C – Duplas (Dia 2, porque a Ingrid ainda não largou) - 2ª Parte

Como prometido na véspera, a Ingrid afinal não era de ferro… era de vidro. E como bom vidro, partia fácil e colava-se ainda melhor. Resultado: continuou agarrada a nós como um autocolante daqueles chineses que resistem a álcool, acetona e promessas ao santo padroeiro dos mecânicos.
Mas avancemos, porque a epopeia vivida pelas oito equipas na passada sexta-feira merece ser contada com a solenidade possível… e com a gargalhada inevitável.
Com a debandada geral rumo a Sul de algumas das equipas que normalmente discutem vitórias, restava aos que ficaram mostrar de que fibra são feitos. Que estão aqui para as curvas — e também para as retas, embora desse um jeitaço que a pista fosse feita só delas. Talvez assim se tivessem evitado algumas saídas mais entusiásticas do que planeadas.
Foi uma noite no congelador. Literalmente. Um ambiente digno de arca frigorífica, mas com emoções bem quentes. Porque, como nem tudo o que reluz é ouro — e porque o azar também paga bilhete —, cedo se percebeu que três equipas se perfilavam para levar o caneco. Só que, como na vida, isso mudava de volta para volta: o azar de uns tornava-se rapidamente a sorte de outros.
E foi assim que a dupla da casa, Adérito Varejão e Lino Marão, com uma verdadeira máquina de guerra, foi dominando calha a calha. Tudo parecia fácil… até ao momento em que, como calha aos melhores, acabaram mesmo por vencer esta primeira prova do campeonato.
A surpresa da noite teve nome próprio: Francisco Bianchi e Zé Pedro Vieira, com Jaime Campos a reforçar o contingente “madeirense”. O piloto de Braga veio dar uma perninha, um bracinho e — fundamental — um carro. Que o digam os FilCar Racing, que acabaram por alinhar com um Porsche laranja, gentilmente cedido pelo Zé Pedro, depois de a Ingrid ter decidido encurtar drasticamente a vida útil do Mercedes usado nos treinos.
De tudo um pouco teve esta corrida. Desde a falha grave de palhetas dos Absolute Beginners, passando pelos problemas de rolamentos dos BM Competições, a prova foi madrasta para uns e madrinha para outros. Sorriram os DeepRock Racing, os homens do outro lado do Marão, e também a dupla da Fénix Race, que grande corrida realizou, mostrando que consistência também ganha noites geladas.
Nota especial para a presença de Manuela Varejão, em representação da Oli & Cª, que trocou o calor do sofá por uma noite de adrenalina polar para ajudar Tozé Oliveira a decidir qual dos três carros merecia alinhar. Decisão difícil, frio garantido e respeito máximo.
Para o fecho, destaque para a dupla da Tema Slot Racing, onde Luís Teixeira e Armando Magalhães lutaram contra tudo e contra todos — incluindo um carro que insistia em proclamar a sua independência e abandonar as calhas sempre que podia.
Em resumo: uma grande noite de corridas, num ambiente glacial, aquecida pelas grandes disputas em pista. No Slot Clube do Porto, a Ingrid, a chuva e o frio não impedem as corridas. Porque dos fracos não reza a história.
Parabéns a vencedores e vencidos, honra a quem deixou o conforto do lar e respeito eterno a quem enfrentou mais uma grande noite de slot… com os dedos gelados e o coração quente.

____________________



No hay comentarios:

Publicar un comentario